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sábado, 21 de abril de 2012

Stella Maris, o Bairro Mais Policiado de Salvador

 
Não sou policial, nem tenho parentes na polícia. Sou apenas morador do bairro de Stella Maris há 25 anos. Alcancei quase todas as mudanças daqui, já que, quando cheguei, o que mais havia eram dunas. Vi o bairro, aos poucos, se tornar objeto de cobiça de muitos soteropolitanos, que passaram a se interessar em morar em Stella, um bairro tranquilo, apesar de estar em constante crescimento, perto da praia, etc. Muitos forasteiros, ao serem transferidos para Salvador, também deram preferência ao nosso bairro, que tem, hoje, 2 supermercados de médio porte (mercadinhos, dezenas), 4 linhas regulares de ônibus locais, algumas intermunicipais, fora o transporte alternativo e o proliferado clandestino. De fato, apesar de aos poucos diminuir a tranquilidade, o bairro vem melhorando significativamente, pela qualidade de vida.

Como em todo bairro de classe média afastado do centro, o crescimento não é acompanhado pela segurança pública como deveria ser e, aos poucos, foram surgindo roubos e furtos de veículos, em substituição aos "ladrões de galinha" (bujão, bicicleta, tenis, roupa de varal, etc.). Há aproximadamente dois meses, uma jovem estudante manauara foi assassinada em um assalto no bairro, que repercutiu muito nas regiões nordeste e norte do país, o que deixou o bairro abalado, com seus moradores se apavorando, principalmente com os comentários na mídia de que o bairro seria o mais violento da cidade, que os imóveis estavam sendo vendidos (ou simplesmente abandonados) por seus proprietários, inquilinos se mudando para outros bairros, os imóveis da área estavam se desvalorizando, etc., etc. Esse negativismo atirado exageradamente contra nosso bairro realmente nos deixou abalados, a ponto de a maioria não parar para pensar na alta dose de exagero com que estava sendo divulgado. Afinal, quase todos os bairros tem sua parte violenta: a Barra, a Pituba, por acaso são o "mar das tranquilidades"?

Dias após o crime da estudante amazonense, Stella Maris foi literalmente invadido por forças policiais de diversos tipos e quarteis, como a cavalaria (foto), Batalhão de Choque (ROTAMO), Caatinga, 15ª Cia. Independente (Itapuã), entre outros, mais Polícia Civil, sem citar a polícia que não vemos agir. Diversas "blitz" foram (e estão sendo) feitas no bairro, como também nos vizinhos Pedra do Sal, Praia do Flamengo e Alamedas da Praia, conseguindo tranquilizar mais a população e arrancando até "parabéns" e "muito bens" dos moradores. Estamos neste momento (21 de abril de 2012) vivendo esse clima.

Mas, eis que surge mais um crime no bairro. E mais outro no dia seguinte. O primeiro, a suposta "desova" no alto de Alamedas do corpo de um estuprador oriundo de comunidade próxima. O outro está sendo investigado como execução de um senhor estrangeiro, que foi encontrado morto amordaçado, com requintes de crueldade junto a dois de seus cães também mortos.

Estou começando a desconfiar que há interesses maiores em que nosso bairro seja realmente desvalorizado e que as pessoas daqui se mudem, de preferência para novos bairros inventados no meio do nada, longe de praias, de supermercados, de terminais de ônibus, mas cujos apartamentos estão sendo "vendidos" como "de luxo", com a maior segurança, etc. Só que estão, muitos deles, enfusados, cujas vendas iniciaram seis meses antes do início das obras, mas que depois de mais de dois anos de construção e os prédios quase prontos, ainda demandam contingentes de corretores e recursos de midia para empurrá-los goela abaixo dos incautos ou otários, como preferirem, por verdadeiras fortunas.



domingo, 18 de março de 2012

NOVA PASSARELA DE SÃO CRISTÓVÃO

Há tempos, carecíamos de algo que viesse a resolver o trânsito em São Cristóvão. Havia aquele arremedo de passarela, que diziam provisória, mas já completara 2 anos de idade, e já caindo aos pedaços. Apesar da antiga passarela, as pessoas insistiam em atravessar a avenida no asfalto, à sombra da mesma. Os veículos de transporte alternativo, conhecidos pelo apelido carinhoso de "topique", fazendo uma zona nos pontos de ônibus de ambos os lados da avenida, quer parando em fila dupla, quer estacionando para aguardar passageiros, quer estacionando em fila dupla, aos berros de seus cobradores e cobradoras: VILAS DO ATLÂNTICOOOOOO, VILAS DE ABRANTEEEEEES, PORTÃÃÃÃOOO. E do outro lado, ABAETÉÉÉÉÉÉÉÉ, ITAPOAAAAAAAAN. Agora, até que enfim, foi construida a nova passarela naquele local. Uma maravilha. Sem dúvida, a mais bonita da cidade, bate até na recordista de Pituaçu. Mas, pasmem, as pessoas estão resistindo a usar o novo equipamento que lhes foi dado de presente, após tantas reclamações. Alegam que a rampa da passarela ficou longe do ponto de ônibus. Ora, elas não repararam que o ponto de ônibus mudou para o pé da rampa da passarela? Dos dois lados. Pontos de ônibus muito bem feitos, com baia de recuo e etc., só que as "topique" continuam insistindo em parar nos pontos antigos, mantendo o caos do local. Só ficou faltando um pouquinho de trabalho da STP (como sempre, prefeitura prejudicando o trabalho do governo, e vice-versa).





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Olha isso, Transalvador

Tudo bem que é propaganda... ...e conjunta do DETRAN-ES, Governo do Estado do Espírito Santo e Prefeitura de Vila Velha. Mas que é um exemplo a ser seguido por todos os agentes de trânsito do mundo, isso é.





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"CAMINITO" ou "CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO"

Há algum tempo, cerca de 1 ano e meio, foi promulgada uma Lei Municipal em Salvador (ou terá sido um decreto? - tanto faz!), disciplinando e regulamentando nos limites da cidade a carga e descarga de mercadorias. De pronto, as empresas distribuidoras de bebidas (refrigerantes e cervejas) resolveram bater de frente com o prefeito, boicotando sua legislação, iniciando campanha "contra" em emissoras de rádio e televisão, bem como na mídia escrita. Esse movimento culminou em uma liminar conseguida pelos poderosos, que derrubava todos os efeitos da tal "leizinha", liminar esta que vigorou por cerca de um ano, sendo cassada mais ou menos em julho ou agosto deste ano da graça de 2011. E NÃO É QUE OS PODEROSOS TEM CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO? Todos eles já estão adquirindo caminhões de pequeno porte (os caminitos), a fim de cumprir o regulamento que voltou a vigir. Veja as fotos. Oportunamente, postarei mais provas do fato.




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Salvador FULL HD - Imagens Aéreas

Vale divulgar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Relíquia: Martha Rocha - Patrocínio Fratelli Vita Cristais

Esta relíquia engloba nada menos que: Marta Rocha, Fratelli Vita e Baiano de Tenis.

domingo, 2 de maio de 2010

ANTES DO CRISTO

Fotos raras do Monte Corcovado antes do Cristo Redentor.
Chamava-se Mirante Chapéu do Sol. Foi construído, inicialmente em madeira, no ano 1885.

domingo, 11 de abril de 2010

Uma foto, três conceitos. Inesquecível, Serra, inesquecível.

Os acontecimentos da sexta-feira (26/03/2010) em São Paulo foram resumidos assim pelo jornalista Leandro Fortes em seu blog, Brasília eu vi:

Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor. Este professor que carrega o PM ferido é um quadro da arte absurda em que se transformou um governo sustentado artificialmente pela mídia e por coronéis do capital. É um mural multifacetado de significados, tudo resumido numa imagem inesquecível eternizada por um fotojornalista num momento solitário de glória. Ao desprezar o movimento grevista dos professores, ao debochar dos movimentos sociais e autorizar sua polícia a descer o cacete no corpo docente, José Serra conseguiu produzir, ao mesmo tempo, uma obra prima fotográfica, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff. Inesquecível, Serra, inesquecível.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Apenas Um dos Problemas do Trânsito em Salvador

Sempre quero dar minha contribuição para salvar o mundo. Hoje vai uma pequena observação que, acredito, ajudará as autoridades de trânsito da minha querida Salvador a minimizar nossos problemas de engarrafamento. Trata-se das conhecidas tesouras, ou seja: o trânsito flui em uma determinada direção, mas o fluxo é cruzado por outros veículos na mesma direção que, a depender da quantidade, tornam-se um outro fluxo de carros; os dois fluxos se embaralham e saem adiante, após batidas, arranhões ou, no mínimo, atraso. Mostro em fotos o que estou dizendo, com o exemplo dos fluxos cruzados em frente ao DETRAN (sugestivo, não?). Aqui duas tesouras são "fabricadas" pela autoridade de trânsito, visto tratar-se de itinerários de coletivos que se cruzam... ou cruzam o fluxo natural dos carros.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Falsa Folia

Um amigo de um amigo me mandou esta crônica sobre o novíssimo carnaval da Bahia, com a qual concordo em gênero e número.
FALSA FOLIA Faz tempo que venho observando as mudanças do Carnaval. Sempre piorando, priorizando os resultados econômicos em detrimento da espontaneidade da nossa gente, sempre criativa e ainda mais irreverente durante o reinado de Momo. Pude fazer agora uma constatação: A folia ficou falsa.A praça não é mais do povo. É dos camarotes e da televisão.Os primeiros a ignorar a realidade. A segunda para filmar o inconsistente. Prá ver a banda passar... nem pensar. O culto ao mau gosto leva tudo e todos ao desespero, ao oportunismo barato, ralo e raso. Como comparar a “Mudança do Garcia” com a atual ‘Andança do Garcia’? Esta, um arremedo chulo, sem brilho, sem magia. Um retrato fiel de que é possível sorrir de barriga vazia. Mesmo um sorriso falso, um sorriso de quem viu o sol nascer quadrado, um sorriso imperfeito. O que tive oportunidade de ver na segunda-feira de Carnaval, é de causar náusea: Meia dúzia, sei lá, de cavaleiros tão bem dispostos que pareciam abrir o funeral do Garcia, capitaneados por um oportunista político sem expressão, que seguia a pé, entre seguranças, como um pateta entre patéticos. Em seguida, tolos de camiseta branca e estampada com estrela vermelha, todos parecidos com produtos perfilados em prateleiras de mercadinho popular. Verdadeiros manequins, imobilizados pelas pontas das estrelas dispostas feito esporas. Cadê a Mudança do Garcia? Cadê o Povo? Que venha o Povo!Prenderam os foliões por trás dos camarotes. Espremeram o povo até tirarem sua última gota de suor. O suor que vem do sal, do sal da vida, do brilho do sol na praça. Batuque? Onde estão os batuqueiros? Confinados em timbaleiros? Dispostos lado a lado como em navios negreiros, num lamento frenético e sem voz? A Praça não é mais do povo, nem o céu é do com dor.A pena é paga aqui mesmo sobre chão. Rastejante insana a devorar alegria. O povo está ficando mudo. Perplexo, ...”caminhando contra o vento sem lenço e sem documento”, como diz o poeta. Perplexo, atesta sua inutilidade a serviço do ‘topa tudo por dinheiro’.Precisamos transformar o Carnaval numa festa de baianos, sem opressão, sem vaidade política partidária, sem o gesso de manequim e sem a mesmice enfadonha.Sem abadá e com muito mais Abará. A Bahia é a terra da felicidade, das danças. Precisamos de mudanças para acabar com as lambanças.Viva a Mudança!!! A Mudança do Garcia não vai morrer.Por certo as mudanças virão.Falsidade! Vai dançar em outro terreiro! Xô!!!E para deixar o Garcia sempre vivo, um alerta geral: ...”Chou, chuá, cada macaco no seu galho, o meu galho é na Bahia e o seu é em outro lugar”... Jorge Marcos Britto
Salvador, quarta de cinzas de 2010. -- br.14bis@gmail.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ponte de Itaparica para 2013

Ponte Salvador-Itaparica fica pronta em 2013 Segunda-feira, 14/12/2009 - 12:05
A ponte é só rodoviária em todos seus 12km e terá 8 pistas, das quais 2 exclusivas para cargas. O projeto tem custo estimado em R$ 2,5 bilhões.
O jornal Bahia Negócios, do jornalista Geraldo Vilalva, publicou em sua edição deste mês uma excelente matéria sobre o projeto da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica. Considerado por alguns pessimistas como "faraônico", todo o impacto do projeto já vem sendo discutido desde janeiro por equipes do Governo do Estado, inclusive com as prefeituras de Itaparica e Vera Cruz. A ponte deverá ser concluída em 2013, um ano antes da Copa do Mundo. Leia abaixo a matéria na íntegra do Bahia Negócios:
O sistema viário será criado a partir da Via Expressa Baía de Todos os Santos (novo Km 0 da BR-242) e que alcançará, pelo mar, a Ilha de Itaparica, daí prosseguindo pelo continente. A ponte é só rodoviária em todos seus 12km, com 8 pistas, das quais 2 exclusivas para cargas, um vão central estaiado de 560m e 90m de altura, mais 2 outros estaiados adjacentes de 285m. O custo estimado em R$ 2,5 bilhões prevê desembolsos de R$ 600 milhões anuais, cabendo 40% ao setor privado (R$ 250 milhões), R$ 300 milhões ao governo federal e R$ 100 milhões ao governo estadual. Também poderá ser desenvolvida uma combinação de modalidades de concessão que envolveria a construção, operação e manutenção do sistema. Já está em mãos do governador Jaques Wagner, desde o dia 26 de janeiro de 2009, um documento assinado pelo engenheiro Manoel Ribeiro Filho, diretor da Construtora OAS para a Bahia, Sergipe e Alagoas, solicitando autorização formal para efetuar, por sua conta e risco, os estudos necessári os para a viabilização de um projeto que ligará a BR-324 até o ponto final da BR-242, na Ponte do Funil, que será duplicada juntamente com o trecho até Itaparica. A Ilha de Itaparica terá um Plano Diretor Único capaz de coibir sua degradação e a especulação fundiária, com a criação e implantação de núcleos urbanos planejados, diversificados, infraestruturados, integrados ao meio ambiente, absorvendo, de forma estruturada, parte da demanda habitacional da RMS. Torna-se, assim, um novo raio de expansão e turismo, beneficiando a mobilidade urbana e o planejamento de Salvador, que terá seu ritmo de ocupação reduzido e direcionado para áreas que deverão ser, a partir da implantação deste Vetor Oeste, recuperadas, renovadas e revitalizadas, a exemplo do Comércio e Península Itapagipana. Adianta Ribeiro que os impactos do projeto não ficarão restritos à RMS, sendo sentidos também no Baixo Sul (rumo a Itacaré-Ilhéus) com a re dução das distâncias rodoviárias e ajudando a integrar a economia do Recôncavo e da RMS com a nova economia que surgirá com o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste. Permitirá o acesso direto das BRs 101, 116 e 242 aos portos de Salvador, Aratu e Pólo Naval sem interferir na capital baiana. Coloca importância no escoamento de toda a produção do Oeste da Bahia por estas vias, alterando, significativamente, o Plano Nacional de Viação que terá o Km 0 da BR-242 no Porto de Salvador. Garante ter a OAS conhecimento técnico e de gestão comprovadamente suficiente para desenvolver planos e empreender, isoladamente ou em consórcio, obras e intervenções previstas nos projetos de engenharia, transportes, mobilidade e desenvolvimento urbanos. Para isto, contará com a assessoria técnica de profissionais especializados na área de urbanismo, desenvolvimento urbano e calculo estrutural, destacando se o arquiteto e urbanista Ivan Smarcevscki (concepção geral do Projeto), Escritório da LVA - Logística de Valor Agregado (operações urbanas a partir da introdução no projeto de conceitos do chamado Novo Urbanismo) e da Enescil Engenharia de Projetos (desenho e pré-dimensionamento estrutural da ponte). Compreenderá estudos técnicos de arquitetura, urbanismo, engenharia, jurídicos, econômicos e financeiros para modelagem adequada das PPS ou concessões, envolvendo a definição de elementos de projetos básicos que permitam sua plena caracterização, o orçamento preliminar de investimentos, as diretrizes para o licenciamento ambiental do empreendimento, o estudo de viabilidade econômico-financeira com a indicação de forma remunerada necessária ao investimento e à operação do projeto, a forma mais apropriada para contraprestação do poder público, os critérios objetivos de avaliação e desempenho do projeto. Para a Ilha de Itaparica, sugere uma rigorosa proteção ambiental, principalmente d a Contracosta, tráfego pesado em via segregada, proteção aos sítios históricos da cidade de Itaparica e do Distrito de Baiacu (parque estadual para preservar o resto de manguezais e de Mata Atlântica), criação de bairros planejados em áreas antropizadas e de um consórcio público do Estado e os municípios de Vera Cruz e Itaparica para elaborar um novo PDDU, a ser aprovado pelas respectivas Câmaras de Vereadores. Propõe a implantação de 4 núcleos (Cultura, Verde, Conexão e Bem-Estar), ocupando 24,3% da ilha, com determinados tipos e critérios de ocupações (residenciais e comerciais), campo de golfe, resorts, nova marina e um centro de excelência para a indústria naval.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Yo (Non) Creo en Brujas...

Nesta segunda, saimos com destino ao Pacaembu para provar pastéis-de-feira. Antes de sair, Teresa alertou-nos para não “passar a chuva embaixo de árvore”, devido aos raios. Já no novo prédio de Teresa, que usamos para cortar caminho, ficamos presos no elevador, que fechou a porta e não desceu. Sacudi a porta, bati na mesma, apertei o botão do alarme e nada (não adiantava usar o interfone, porque não sabíamos nem em qual bloco estávamos). Após uns 2 ou 3 minutos, do nada, o elevador se moveu normalmente, como se nada houvesse acontecido. Foi só pra testar a síndrome-do-pânico de Martha. Pegamos o primeiro ônibus e tudo normal. Deveríamos saltar na Av. Paulista, altura da R. Padre João Manoel (Conjunto Nacional) e atravessar para pegar um outro com destino a Morro Grande (sou paulista, vivi e transitei aqui até meus 14 anos, voltei várias vezes, mas nunca ouvi falar desse lugar). Saltamos do 1º ônibus, atravessamos e encontramos um ponto para esperar o tal Morro Grande. Comecei a pensar: “Morro grande, não morro pequeno, não serei eletrocutado por raio hoje, não serei encolhido, recebi um aviso... MORRO GRANDE”. Esperamos por mais ou menos 15 a 20 min. sob chuva intensa, protegidos por uma pequena cobertura do abrigo. Comecei a planejar pegar um táxi, pois dali ao Pacaembu era muito perto, no máximo R$10,00 e, além disso, não teríamos um percurso a pé (chovendo) de 532 km., previsto no itinerário da SPTRANS, pesquisado na internet antes de sairmos. Cheguei a falar com Martha, quando apareceu um ônibus verde-claro com a bandeira MORRO GRANDE. Demos sinal com a mão, mas o mesmo não parou. Deduzi que ele não parava naquele ponto, pois devia ter parado em outro que existia pouco antes (atrás da banca de revistas que empatava nossa visão, e só agora eu tomava conhecimento da existência do ponto). Após vociferarmos algumas “porras”, molhados, dei a mão para um táxi. Quase digo: “siga aquele ônibus”, mas lembrei que se fizéssemos isso, iríamos andar a pé mais de meio quilômetro. Disse ao motorista que queria ir à praça em frente ao Estádio do Pacaembu, quando um relâmpago fez de São Paulo a cidade mais clara do mundo e, ato contínuo, o trovão (que trovão!) e o motorista disse baixinho: “- pior é que eu não gosto muito de relâmpago”. Voltei a pensar: “- o Morro Grande não parou pra mim, será que vou morrer encolhido (pequeno)?” Após algumas esquinas à esquerda e à direita, avistamos a Praça Charles Miller. Vazia e debaixo d’água. Havia, aglomerados em um canto, 3 kombis, 2 caminhões-baú e uma grande tenda plástica, cercada de biombos de aço (desses usados para isolamento). Mandei o táxi parar ao lado dessa tenda (deu R$10,00) e saltamos correndo para debaixo da mesma. Pelo enorme tamanho da praça, estava VAZIA, visto que apenas um dos caminhões ainda estava sendo carregado com os restos da última barraca de pastel ainda em pé; os outros veículos estavam já prontos para partir. E partiram em seguida. Havia muito lixo na praça: no centro, alguns sacos pretos cheios de palha de cana e, espalhados por uma grande área, canudos, copos e saquinhos de pastel. Nos informamos sobre os dias de feira naquele local e corremos para o outro lado da praça, onde avistamos um ponto de ônibus. Esperamos o Vila “Ida” para iniciarmos nossa volta. Chovia ainda muito e havia um bueiro no meio da avenida que dançava sobre um mundaréu de água que subia, querendo expulsá-lo. Os carros passavam e jogavam água em tudo. Olhei pra cima: havia um abriguinho igual ao da Av. Paulista e... árvores, muitas e frondosas árvores. Comecei a pensar tudo de novo. A demora foi pouca, uns 15 min., quando o ônibus chegou. Cheio. Havia um lugar, que Martha ocupou. E fomos procurando no percurso a Rua Cardeal Arcoverde. Demorou mais um pouco e a alcançamos, após uma enorme e íngreme subida e uma curva fechada à direita. Teríamos que saltar na altura do nº 1322 e tomar, no mesmo ponto, outro com destino ao Jardim Helga, que nos deixaria no nosso ponto à Av. Francisco Morato. O ponto à altura do nº 1322 era à porta do Cemitério São Paulo. Saltamos, esperamos mais um pouco e tomamos um Jardim Helga lotado, onde viajamos em pé até nosso destino e chegamos sãos e salvos. Sim, claro. Quando o elevador nos deixou presos, logo em seguida funcionou (o pânico nem chegou de verdade). Quando saltamos na chuva da Paulista, logo atingimos o abrigo do ponto. Quando o Morro Grande nos deixou no ponto, imediatamente passou um táxi livre. Quando chegamos à praça dos pastéis, havia uma enorme tenda (montada pela Prefeitura, organizadora do concurso e já desativada), que nos abrigou da chuva. E o melhor: não caiu nenhum raio em cima de nós. Não é muita sorte?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lei 13.541/2009

Essa é a famosa e famigerada lei anti-fumo do governo do Estado de São Paulo. O texto da lei mete tanto medo aos responsáveis pelos espaços públicos, que os mesmos pecam por excesso. Na última segunda-feira, por exemplo, marcamos encontro com Luiz Fernando no Shopping Eldorado, contíguo e anexo ao prédio onde trabalha. Ao saltar do ônibus, passamos pela passarela que leva ao estacionamento do shopping, onde tratei de acender um cigarro para fumar antes de entrarmos no estabelecimento. Teresa, que também já fumava, me advertiu que era proibido fumar ali, mesmo sendo ao ar-livre. Parei e voltei para de onde viemos, recostando-me à grade próxima à passarela e olhei para a entrada do Eldorado. Não é que havia um "guardinha" gesticulando para nós, levando dois dedos à boca e os afastando e repetindo freneticamente este gesto? Respondi também com gestos: dobrei todos os dedos da mão direita, menos o médio, e levei a mão à boca, afastando-a em direção ao guarda diversas vezes. Foi quando ele nos indicou também com gestos o local onde poderíamos fumar. Adivinhem. Era uma rampa coberta, de acesso aos deficientes físicos, que já estava com o chão coalhado de "bitucas" e abrigava mais cinco fumantes. Deduzi que eu poderia fumar onde ele não pudesse me ver e não precisasse se responsabilizar. Resumindo: os veículos estacionados em uma enorme área ao ar-livre não podem ser incomodados com fumaça de cigarro, mas os deficientes físicos, que se locomovem com vagar, podem ser. Chegando em casa, pesquisei sobre a tal lei na internet e verifiquei que há como enquadrar esse tipo de empresário na própria lei, o que minha cunhada Teresa prometeu fazer, constrangida que ficou também com o fato, até porque é ela quem é moradora de São Paulo.

sábado, 3 de outubro de 2009

CHUVA

Que delícia dirigir com chuva em Salvador. Apesar dos cuidados redobrados que os motoristas devem tomar, senti-me como se estivesse dirigindo um bonde (que não precisa nem de volante) em uma pequena cidade do interior, tamanha a facilidade de transitar e a tranquilidade que me arrebatou hoje pela manhã, quando me dirigia ao trabalho. De repente, me dei conta do que estava ocorrendo: não havia nenhuma motocicleta transitando. É que elas não podem sentir uma gota d’água vindo de cima que se apressam a se esconder sob viadutos, passarelas, pontos de ônibus, etc. , como se corressem todas pra debaixo das saias de suas avós (que devem ser aquelas enormes Indian e Harley Davidson). De uns tempos pra cá, estão sendo jogadas nas nossas ruas motocicletinhas (e pseudo-motociclistas) aos milhares, a trafegar sem orientação alguma por parte das autoridades e muito menos por parte de seus condutores. Elas (eles) andam de uma forma tão... tão...inclassificável, até por suas próprias características: experimente dar umas três quedas-de-asas daquelas com seu Corsa Classic de praça, ou levantar a perna de dentro do seu Vectra para espatifar com a sola do sapato os retrovisores dos carros ao seu lado, ou ainda empinar o seu Honda Civic, levantando as rodas dianteiras. De “motinha”, dá! Dá até pra acelerar diante do flash dos “pardais”, muito acima da velocidade permitida, bastando, para não ser multado, dar uma esticadinha no braço esquerdo (o direito está acelerando) e simplesmente tapar a pequena placa da moto com a mão. Na Avenida Paralela, por exemplo, para passar de uma faixa para outra das quatro que existem, você tem que olhar simultaneamente, com apenas dois olhos, para os três retrovisores do seu carro (se isso fosse possível), porque se você olhar primeiro para o esquerdo, depois para o direito, passando de soslaio pelo interno-central e não vir nenhuma moto vindo de trás, prefira sair imediatamente para a direita, que foi o último espelho que olhou, porque se sair para a esquerda, está arriscado a empatar a passagem de uma moto, se não bater nela ou ela em você, porque elas se utilizam do estreito corredor que fica entre uma fila e outra de carros para ultrapassá-los a todos de uma vez, em alta velocidade. Que soluções teríamos para resolver esse problema? Não sei. Aceito sugestões. Talvez implementar rapidamente um revolucionário, eficaz, confortável e ligeiro transporte de massa em nossa Capital. Ou então poderiam contratar uma daquelas empresas israelenses para bombardear nossas nuvens e manter nossa cidade em chuva constante: assim, com todo o perigo das pistas molhadas, estaríamos muito mais seguros que no seco, circundados pelas motos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PONTO DE ÔNIBUS

Mais uma das que costumam acontecer em Salvador, cidade que adoro, exceto por essas e outras. Fiquei indignado quando ouvi hoje (25/09/2009) à noitinha o relato de minha esposa. Aconteceu pela manhã e lhe foi contado por sua tia, quase octogenária, a quem acompanhava ao Shopping Salvador para compromisso com um afilhado aniversariante. Pois bem: saíram de casa em Stella Maris, pegaram um ônibus com destino à Estação Mussurunga, famigerado transbordo inventado pela prefeitura para diminuir o número de linhas de nossa Capital. Tia Riso (Risoleta) entra pela frente e apresenta seu documento de idosa, privilégio que faz questão de usar – apesar da idade é uma senhora muito disposta e vivaz. Chegando à estação, procuraram o ponto de uma linha que passasse pelo shopping e escolheram o LAPA, que possui maior rotatividade e número de veículos. Além disso, a linha é operada por ônibus novos e confortáveis, da Empresa Rio Vermelho, ISO 9001 (duvido que elas soubessem disso). Por volta de 10:20h., subiram ao veículo que havia encostado na plataforma de embarque e Tia Riso, que estava na fila preferencial, assim que galgou os degraus da porta dianteira, dirigiu-se sorridente ao condutor e propôs-lhe: - Senhor, será que daria para o senhor fazer o favor de parar para mim na passarela do Shopping Salvador? Ao que o motorista respondeu: - NÃO. “TÁ CUM PRIGUIÇA” DE ANDAR, É? O PONTO É NA GRANDE BAHIA, NA PARALELA. Tia Riso, assustada, ainda conseguiu retrucar: - Eu sei, mas aquele trecho entre o ponto e a passarela é tão ruim, tão perigoso, que eu achei que o senhor poderia me fazer este favor. Saltaram na Grande Bahia, não sem antes observar durante o trajeto que o mesmo “marineteiro”, por duas vezes, por livre e expontânea vontade, se ofereceu para outros dois passageiros a parar antes ou mais adiante do que os respectivos pontos, alegando, em tom de brincadeira afrontosa, que “o ponto fica muito longe de onde você vai”. Não é preciso dizer os tipos que saltaram fora do ponto daquele ônibus da Rio Vermelho, linha 1050... Minha esposa só soube do ocorrido já no shopping, visto que as duas tomaram o coletivo em momentos diferentes. Não foi anotado o número de ordem, mas todos os dados acima dariam muito bem para identificar o educado cavalheiro. Pois é, Rio Vermelho, ISO 9001, e sucumbiu num pum. PARA REFLETIR: Construíram a passarela do Shopping Salvador e não colocaram ponto de ônibus ao final da mesma (na direção da Rodoviária – o maldito ponto). Construíram a passarela do Shopping Paralela e não colocaram ponto de ônibus ao final da mesma (na direção do Aeroporto). Construíram a passarela da Faculdade FTC e não colocaram ponto de ônibus ao final da mesma (também na direção do Aeroporto). Construíram a passarela do Bairro da Paz e fizeram questão de colocar pontos de ônibus nos dois lados da mesma, inclusive desviando o trajeto dos mesmos na entrada do Alfaville Salvador II. Por que será? Será que, com essa providência, estão querendo evitar que os usuários de ônibus (leia-se preto pobre da periferia) adentrem aos seus caros e luxuosos estabelecimentos? Duvido. Não deve ser por isso. Mas, por que, então? Que eu saiba são as três únicas passarelas de Salvador sem ponto.

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Exposição Filatélica
Hélio Andréa Mazzei (o véio héio), exibindo seu certificado da Exposição Filatélica 2009 na Agência Central dos Correios (3° da direita para a esquerda, pra quem não conhece), Pituba, Salvador, BA